segunda-feira, 12 de maio de 2014




Prepare Seu Jardim Para o Inverno:

Independente do tamanho da área que você cultive, alguns cuidados são indispensáveis para manter a saúde das plantas e criar o ambiente necessário para que seu jardim suporte as baixas temperaturas do inverno e surpreenda vibrante na primavera.
Antes da chegada do inverno vc deve reduzir a altura da grama, ajustando o cortador um nível a baixo do padrão, isso permite que a umidade evapore mais rápido mantendo as raízes mais arejadas até a chegada da primavera. É hora certa também para plantar bulbos das espécies de flores que você deseja ver no seu jardim durante a próxima estação. Se há roseiras no seu jardim esse é o momento de executar uma poda de limpeza bem feita e retirar do quintal todas as folhas secas e galhos do chão que podem proteger os agentes de doenças de plantas durante o inverno. Minha experiência em jardinagem mostrou que no final do outono é ideal para se plantar novos arbustos e sempre-vivas, que terão o tempo correto para que as raizes se adaptem até a chegada do frio mais rigoroso. Indico que seja feito adubação do solo nesse período.
Outra dica importante é cuidar dos passarinhos pois durante o inverno a oferta de frutos diminuem mas você pode ofertar um pouco de alimento a eles, isso deixara seu jardim com vida, mesmo na ausência da exuberância de cores vista em estações mais quentes.
Lembramos que nós da "Verde limão - Paisagismo e Educação Ambiental"  fabricamos vários modelos de casinhas e comedouros para aves em diversos materiais reciclados.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pesquisa da NASA indica plantas que purificam o ar

Pesquisa da NASA indica plantas capazes de purificar o ar dentro de casa.



Em uma pesquisa da NASA ( Agência Espacial Americana) conduzida pelo Dr. Bill Wolverton foram descobertas inúmeras plantas que têm a propriedade de purificar e cuidar do ar de sua casa. Cientistas chegaram a esta conclusão após 20 anos de pesquisas para buscar maneiras de combater poluentes nos ambientes internos das espaçonaves.
Segundo a pesquisa, algumas espécies vegetais não apenas convertem o dióxido de carbono em oxigênio, mas também possuem a capacidade de retirar do ar resíduos de produtos químicos e sintéticos encontrados nos materiais de limpeza, desinfetantes e higiene pessoal e outros poluentes urbanos comuns como o benzeno, o formaldeído, o dióxido de nitrogênio, que causa a diminuição da resistência às infecções, e os Materiais Particulados (MP) que são grandes causadores de doenças respiratórias.
Árvores, gramados, cercas vivas, todos os tipos de planta em áreas urbanas podem contribuir para a redução do nível de dióxido de nitrogênio nas ruas em até 40% e materiais particulados em 60%. Para os autores da pesquisa, uma boa sugestão é construir telhados e coberturas “verdes” para aumentar a quantidade de plantas no ambiente.
Outro recente estudo sobre índices de satisfação no trabalho feitos pela Sociedade Americana para a Ciência da Horticultura concluíram que aqueles que trabalham em escritórios sem janelas e sem luz natural têm os níveis de estresse aumentados, e os níveis de satisfação profissional reduzidos. Esses mesmos estudos demonstraram que a simples inclusão de determinadas plantas e a possibilidade de avistar o ambiente externo trazem grandes benefícios: felicidade para os funcionários, satisfação no local de trabalho e, conseqüentemente, aumento da produtividade.

A Verde limão - Paisagismo Ambiental trabalha com os conceitos dessa nova abordagem, interessante e barata para o gerenciamento desse problema. Afinal, todos nós podemos fazer uso do resultado destas pesquisas utilizando estas espécies em nossa casa ou ambiente de trabalho.

Aloe vera


Conhecida no Brasil como babosa, a planta cresce rapidamente, ama o sol e ajuda na limpeza do formaldeído e benzeno, que podem ser um subproduto de produtos químicos de limpeza, tintas, entre outros.


Chlorophytum comosum


Combate o benzeno, formol, monóxido de carbono e xileno (solvente utilizado nas indústrias de couro, borracha e impressão).

Gerbera jamesonii

É indicada para a remoção de tricloroetileno, que você pode levar para casa com a roupa lavada a seco em lavanderias. Também é eficiente para filtrar o benzeno que está nas tintas.


Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata ou Sansevieria zeilanica)


é uma das melhores formas de filtrar formaldeído, que é comum em produtos de limpeza, papel higiênico, tecidos e produtos para cuidados pessoais. Ideal para banheiros e não precisa de muita iluminação.

Crisântemo (morifolium Chrysantheium)


ajudam a filtrar o benzeno, que geralmente é encontrado em cola, tintas, plásticos e detergentes. A planta requer luz direta para incentivar a abertura dos botões.
Dracena-de-madagascar (Dracaena marginata)


Melhor planta para remoção de tricloroetileno, xileno e formaldeído, que podem ser introduzidos ao ambiente interior através de lacas, vernizes e gasolina.

Ficus benjamina

Na sala pode ajudar a filtrar os poluentes que normalmente acompanham carpetes e móveis, como benzeno, formaldeído e tricloroetileno.

Rhododendron simsii (Azaléia)



Combate formaldeído a partir de fontes como a madeira ou espuma isolante.


Hedera helix


Reduz as partículas fecais que ficam no ar. Também filtra formaldeídos encontrados em alguns produtos de limpeza doméstica.

Dracaena deremensis ‘Warneckii

Combate poluentes associados a vernizes e óleos.


Aglaonema crispum


Ajuda a filtrar uma variedade de poluentes do ar e com o tempo começa a remover as toxinas.


Chamaedorea sefritzii

Esta palmeira floresce em espaços interiores pequenos com sombra e freqüentemente produz flores e frutos pequenos. É uma das melhores plantas para filtrar tanto o benzeno qunato o tricloroetileno, além de ser uma boa escolha ser colocado em torno de móveis que podem estar soltando formaldeído.
oxycardium Philodendron

Remove todos os tipos de compostos orgânicos voláteis, particularmente os formaldeídos a partir de fontes como o aglomerado, porém não é indicada para quem têm crianças ou animais de estimação por ser tóxica quando ingerida.

Spathiphylum wallisii

Encabeçou a lista da NASA para a remoção de formaldeído, benzeno e tricloroetileno, além de combater o tolueno e o xileno.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Seu Jardim Precisa de cuidados Especiais durante o Outono


Junto com o outono, que começou no dia 20 de março e terminará no dia 21 de junho, tem início a temporada de cuidados especiais nos jardins. Depois de enfrentar as altas temperaturas do verão, as plantas se preparam para o recolhimento no inverno. A nova estação é um excelente período para realizar duas tarefas no jardim: limpeza e adubação.

Faxina geral
O primeiro passo para cuidar do jardim nessa época do ano é fazer uma boa limpeza. Elimine insetos e ervas daninhas que provavelmente invadiram canteiros e vasos durante o inverno. Folhas e galhos secos devem ser eliminados com uma poda de limpeza. Rastelos ajudam na tarefa da limpeza.

Aproveite também para dar manutenção aos canteiros já formados, escarificando o solo para favorecer a aeração ou oxigenação das raízes. Evite neste caso o uso de enxada ou pá, esse trabalho deve ser realizado com escarificador ou sacho, pois esta ferramenta permite acessar o espaço entre as plantas, sem contudo, danificá-las.

Prepare o solo para a adubação

Nos vasos e jardineiras, use um ancinho (pequeno rastelo) para revolver a terra superficialmente. Sempre que possível, prefira ingredientes orgânicos para fazer a adubação (húmus de minhoca, torta de mamona ou farinha de osso).

Cuidado com as podas, essa tarefa merece atenção

Nada de podar plantas que vão florir no inverno ou início da primavera, pois sua floração pode ser prejudicada. Podas educativas (aquelas que dirigem o crescimento das folhagens) também não são recomendadas. O certo é fazer apenas uma poda de limpeza, retirando folhas amareladas e galhos secos para favorecer a penetração dos raios solares entre os galhos da planta. Essa poda de limpeza é especialmente indicada para as cercas vivas.

Dicas para fazer a poda de limpeza sem erros

Com tesouras de pontas finas é possível alcançar áreas de acesso mais difícil em arbustos e cercas vivas, mas para hastes lenhosas é essencial usar uma tesoura de poda adequada, para não "mastigar" os caules. Use ferramentas sempre muito bem afiadas, evitando danificar as plantas. Para podar folhas mortas, faça um corte limpo na extremidade do pecíolo, exatamente onde a haste da folha encontra o ramo.

Dê uma ajuda para as plantas que precisam de apoio

De uma maneira geral, as plantas no outono perdem uma boa parte de suas folhas, o que oferece uma ótima oportunidade para verificar as condições das plantas que precisam de suporte, tutores e treliças. Verifique as condições gerais destes apoios e aproveite para corrigir a condução dos ramos que cresceram durante o verão.

Evite fazer cortes e podas de correção, eliminando apenas os ramos que apresentarem algum problema sério (como quebra, ataque maciço de insetos ou pragas, etc.).


Garanta a umidade das plantas sem encharcar

Com o final do verão e a diminuição do calor, a quantidade de água das regas deve ser diminuída, pois a evaporação no outono é menor. Por outro lado, as plantas estarão entrando num período no qual as chuvas diminuem e o solo passa a ficar mais ressecado.

Uma ótima medida é aproveitar para incorporar a terra elementos com ação hidrorretentora, ou seja, que absorvem e mantém a umidade na quantidade certa. O mais recomendado é o húmus de minhoca que além de cumprir essa função ainda contém bons nutrientes para as plantas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Jardinagem Libertária


A Jardinagem Libertária não é um movimento. É uma idéia. Não está ligada a nenhuma organização ou partido político.
Ninguém sabe de onde veio essa idéia, mas me parece que ela estava no ar, no subconsciente coletivo. É uma idéia de várias pessoas e ao mesmo tempo, não é de ninguém.
 É uma idéia contagiosa, divertida e fértil, como se tivesse vida própria. 
 Pode não parecer, mas a Jardinagem Libertária é uma idéia perigosa. E é assim por que ela nos faz olhar o mundo à nossa volta como sendo nosso.
Por muito tempo nós deixamos o controle das nossas cidades, das florestas
e do mundo como um todo às autoridades. E o que aconteceu?
Nas últimas décadas temos assistido enquanto o mercado imobiliário transforma nossas cidades em puleiros claustrofóbicos de concreto. Enquanto indústrias poluem nossos rios e mares. Enquanto as árvores, parques, calçadas, praças e espaços de convivência comunitária em geral são cobertos por asfalto para beneficiar o transito barulhento de máquinas particulares.
Esse não é o mundo no qual nós queremos viver, e nós estamos aqui para dizer aos donos do poder e aos donos do dinheiro que o mundo não é deles.
As ruas são nossas! E nós vamos retomar o controle sobre elas!


A jardinagem libertária já existia muito antes de pensarmos nisso, através dos pássaros que semeiam sementes e das abelhas que fazem a polinização das flores, sempre existiu, a única coisa que estamos fazendo é chamar mais gente para ajudar e dessa forma contribuir para melhorar efetivamente a paisagem urbana recolocando o ser humano em contato com a sua natureza interior. Fazendo com que ele volte a valorizar as árvores, a observar os pássaros, a admirar as flores em suas ruas. E então as pessoas não vão aceitar que aquela árvore que elas mesmas plantaram seja cortada para que se amplie o asfalto, ou que o parque onde suas crianças brincam seja transformado em mais um shopping center.

Nós vamos quebrar o concreto impermeável para deixar a Terra respirar. Nós vamos plantar árvores frutíferas para alimentar os pássaros e as crianças. Vamos plantar flores para as velhinhas e os amantes. Vamos convocar a vizinhança e criar uma horta comunitária para recobrar nossa autonomia alimentar e, quem sabe, nunca mais ver alguém passar fome por não ter dinheiro. Nós vamos reconstruir as cidades para que elas sirvam às necessidades que quem vive nelas. E não vamos pedir autorização para ninguém.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O pintor francês Claude Monet, um dos pioneiros do movimento impressionistas nas artes plásticas, transferiu-se de Paris, sua terra natal, para Giverny, recanto pastoril, em 1883. Ele ficou deslumbrando com esta pequena cidade, repleta de exuberantes elementos naturais, entre os quais flores e luzes expressavam as mais variadas colorações e perfumes.



Neste refúgio ele alugou uma residência em um vasto espaço de terra que se estendia por 8.100 m², próxima a uma conceituada escola para crianças e também da capital francesa, na qual poderia continuar a comercializar suas produções artísticas. Monet logo se apaixonou pelos jardins desta morada, que passaram a iluminar seu espírito e sua arte.


Isto certamente o motivou a permanecer nesta região por muitos anos. Aí ele concebeu as célebres obras que integraram as Nenúfares. Aos poucos o artista foi adquirindo outros terrenos e acrescentando-os ao espaço inicial, construindo, assim, um verdadeiro paraíso, com o auxílio de um grupo constituído por dez jardineiros e três motoristas. Desta forma ele gerou naturalmente o Jardim d’Água e o da Normandia, e permitiu que a Natureza fizesse sua parte.


O Jardim de Monet era dividido em duas frações – o Clos Normand, jardim floral localizado diante da residência; e o jardim aquático japonês, situado na margem oposta da estrada. Ambos se opunham, mas, ao mesmo tempo, completavam um ao outro. O primeiro media cerca de um hectare e foi convertido em um oceano de panoramas, relações simétricas e colorações.


A extensão foi repartida em dois canteiros de flores, nos quais espécimes de diversas elevações davam a sensação de gerar grandeza. Arbustos repletos de frutos e outros meramente decorativos dão sustentação às roseiras do tipo trepadeiras. Até atingir uma idade avançada, Monet semeou mais de 1.800 variedades de flores e vegetais, que dividem o mesmo espaço harmonicamente.







Neste mesmo jardim podem ser encontradas flores agrestes, entre elas as mais extraordinárias e incomuns. Na alameda principal é possível se deparar com uma série de arcos metálicos nos quais rosas trepadeiras se desenvolvem. Também há a presença de bambus japoneses nada comuns, macieiras, azaleias, framboesas, íris, tulipas, limoeiros, miosótis, dálias,girassóis e hortênsias, entre outros espécimes.


Já o jardim aquático está situado em terras adquiridas pelo pintor em 1893. Ele é atravessado por um riacho, o Ru, curso de água originário do Epte, afluente do Rio Sena. O artista edificou neste recanto um lago provido de plantas aquáticas. Algum tempo depois a lagoa foi ampliada, atingindo o porte atual.


Este refúgio ornamental é configurado por diversas desproporções entre suas partes e curvas, baseado nos modelos de jardins do Japão colecionados por Monet. Aí está localizada a popular ponte japonesa representada por ele em sua obra, bem como os bambus e nenúfares que vicejam neste espaço nos verões franceses.